quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Complexo de Narciso

Na mitologia grega, Narciso era um dos rapazes mais belos da sua época. Era capaz de despertar desejo em qualquer ser, de qualquer espécie e sexo.

Um belo dia, uma ninfa (uma espécie de deusa grega de escala menor), chamada Eco, passou a desejar desesperadamente o lindo rapaz, que não possuía interesse algum nela. Rejeitada, Eco, então, lançou uma maldição sobre  Narciso: o rapaz iria se apaixonar pela sua própria imagem.

Reza a lenda que Narciso passou muito tempo sofrendo com a maldição até que, um dia, em um misto de desejo insaciável por si e de desespero por não poder consumar esse amor, o mais belo dos seres se afogou nas água de um rio, logo após ver a sua imagem pela última vez.


Eu canso de ver gente que se ama. Não estou dizendo que isso seja errado, mas... e quando esse amor cresce demais e acaba se transformando em prepotência? E se o fato de ser muito bom (ou boa) fizer você se sentir superior aos outros?

É... para psicologia e para psiquiatria existe a possibilidade desse amor incondicional por si ser uma verdadeira bomba em sua vida. O Complexo de Narciso, para as duas ciências, é uma patologia. A pessoa não só se julga grandiosa. Ela necessita admiração e aprovação dos outros.

Escrevo isso porque ando um pouco cansado do ar superior dos outros. Vejo muita gente arrotando felicidade por ai, mas tenho certeza que nada disso é verdadeiro. Falam em Deus, falam em amor, falam em perdão e, se você perguntar o que é esse Deus, esse amor e esse perdão, simplesmente não saberão responder.

Pessoas que se julgam tão superiores que acabam afastando quem mais gosta delas. Acabam, mais dia, menos dia, fazendo a mesma coisa que Narciso: afogam-se. Mas não em um rio. Afogam-se nos próprios problemas, no próprio isolamento. Depois perguntam por que nunca dão certo com alguém, por que nunca encontram o cara/garota perfeito/a...

Amar a si é algo essencial. Estou tentando voltar a fazer isso e até que não é tão complicado. Esse amor, porém, nunca deve fazer você se colocar em um outro patamar dentro dos seus relacionamentos.

Você não é maior do que eu, não é maior do que seus pais, não é maior que seus amigos, não é maior do que seus vizinhos. Ao mesmo tempo, não é menor que todos eles. No fim, somos todos um saco de ossos, músculos e gordura. E (olha só que incrível...) todos os animais desse mundo são também.

Antes que você venha com aquela pergunta "Você acha que não devemos nos amar?" já deixo claro que não é isso. Não deixe que esse amor próprio torne o amor dos outros por você algo sem valor. Não é isso que acontece?

Quando você se desilude (e acaba percebendo que é a mesma merda que a pessoa ao seu lado), você não vai buscar nos braços de quem te ama a proteção, o abrigo e (por que não dizer?) o remédio para a sua dor? Nesse momento, quem está por baixo? Então... isso é a vida para mim. Um espaço em que todos são iguais, mas que não é possível ser feliz todos os dias, como também não é um martírio eterno.

Precisamos do máximo de pessoas possível ao nosso lado. Nos momentos de angústia, são elas que vão te dizer "Calma... isso também passa...". Nos momentos de glória, elas te avisarão "Cuidado... isso também passa..."

Complexo de Napoleão



As pessoas adoram as generalizações: imaginar, é uma forma de conhecer a degustação de um grupo gigantesco de pessoas sem ter que tomar o cuidado de conhecê-los individualmente.

Assim, havia muitas pessoas que se consideravam os negros intelectualmente inferiores. Ou as mulheres. Até mesmo celebridades são usadas para reforçar posições ideológicas: se Einstein era muito inteligente, ateu, os ateus são mais inteligentes. E até mesmo para quebrar essas mesmas posições: você é um vegetariano? Bem, assim era Hitler.

Algo semelhante acontece com as pessoas de baixa estatura, embora neste caso a falácia é baseada também em vários mal-entendidos, tanto científicos e históricos.

O chamado "complexo de Napoleão", descreve pessoas de baixa estatura que compensem essa falta mostrando agressivo, ultrajante, egomaníaco, etc. Todos na cabeça as imagens arquetípicas que confirmam esta ideia: Sarkozy, por exemplo. Ou Tom Cruise, quando ele se torna totalmente tarumba entrevista e começa a pular no sofá.

No entanto, não há provas científicas que suportam esta teoria. Não reconhecido oficialmente como um transtorno psiquiátrico, e não parece ocorrer no reino animal, exceto entre os machos do peixe-espada, as lutas começaram menores de 78% do tempo.

Como se isso não bastasse, Napoleão, uma fúria silenciosa ícone e arrogante, não estatura mesmo curto. Esta imagem foi criada em parte pelo britânico caricaturista James Gillray (1757-1815), inspirado Viagens de Gulliver. Na foto, o rei George III Napoleão tem na palma da sua mão, enquanto inspecionava com uma lupa.

Em 1821, ele conduziu uma autópsia de Napoleão Bonaparte e descobriu que sua altura era de 1,69 metros. A altura média dos homens franceses entre 1800 e 1820 foi de 1,64 metros. E o Inglês Médio, 1,68. Assim, Napoleão foi maior do que a média. O grande inimigo de Napoleão, Horatio Nelson, por exemplo, mede apenas 1,62 metros.

O que aconteceu é que Napoleão, depois de ter subido ao poder em 1799, impôs exigência de altura para o exército francês. A Guarda Imperial, um mínimo de 1,78 metros. E os caçadores montados, 1,70. Portanto, a maior parte dos casos, os soldados que rodeadas Napoleão foram significativamente maiores do que ele, de modo que possa dar a impressão de que ele era curto.

Isso não significa que vários estudos sugerem que as pessoas baixas têm mais dificuldade em obter o reconhecimento social, como explicado no Se você é curto, a menor probabilidade de sucesso.

terça-feira, 6 de agosto de 2013

O que é o complexo de Deus?

Quando alguém diz ter um complexo de deus, normalmente significa que ele ou ela é extremamente arrogante, pode considerar a si mesmo infalível e pode tentar controlar ou manipular outras pessoas. Uma pessoa com complexo de Deus sugere que a pessoa se comporta como se ele ou ela seja um deus. O termo pode ser usado coloquialmente para se referir a pessoas que se comportam como superiores e demonstram pouca empatia e compaixão pelos outros.
complexo de Deus

Características de uma pessoa com complexo de Deus

Não existe uma definição específica o termo complexo de deus, mas há certas características que são comuns em pessoas com este problema de personalidade. Estas características incluem arrogância, prática de bullying com colegas e até amigos ou manipular os outros, ser crítico e acreditando que ele ou ela nunca está errado.
Alguém com complexo de Deus também pode ser propenso a se irritar  quando as coisas não vão sua maneira. Pode ser pobre em comunicação interpessoal e pode não ser receptivo a críticas. Ele ou ela pode também tentar exercer uma grande influência em vários assuntos e saboreia ter poder, autoridade e controle. Muitas pessoas apresentam algumas dessas características em determinadas situações, mesmo que não tenham este problema.
complexo de Deus

O complexo de Deus é mais comum em algumas profissões

Pessoas em certas profissões são muitas vezes acusadas de ter complexos de Deus. Entre os mais comuns são os médicos, cirurgiões, políticos e gestores. Muitas dessas profissões exigem uma grande quantidade de conhecimento ou habilidade e envolve ter influência ou autoridade sobre outras pessoas. 
Apesar das maneiras que as pessoas que tem complexo de Deus se comportam, muitos psicanalistas acreditam que eles realmente tem uma auto estima muito frágil e delicada, desenhando sua auto-estima a partir da aprovação e atenção dos outros. Esta sensibilidade pode ser o que os leva a comportar-se insensivelmente, pois quando se sentem ameaçadas ou marginalizados, podem atacar. Também pode ser difícil para as pessoas reconhecerem que tem complexos de Deus, e eles podem interpretar sugestões de mudanças de comportamento como críticas severas

Complexo de Deus

Quem tem Complexo de Deus acredita ter todas as respostas e que seria ultrajante ouvir qualquer pergunta, que é bom demais para se explicar. Ele não tem opinião, tem certeza, não pede, ordena. Quem tem Complexo de Deus diz “haja luz” e espera em vão que o ambiente se ilumine, mas ao contrário, enegrece tudo com sua arrogância, seu autoritarismo.

Quem tem Complexo de Deus acha que está acima de qualquer lei, acima de qualquer sentimento e dentro dos pensamentos alheios. O sujeito com complexo de Deus acredita ser aquilo em que todos estão pensando, se a terra gira em torno do sol, os humanos tem de girar em torno dele. Ele conta vantagem, faz cortesia com o chapéu alheio, está sempre a procura de humilhar alguém para se sobressair.
O Complexo de Deus não vem apenas com arrogância, mas também com desprezo por qualquer idéia alheia que não possa ser roubada em sigilo, sem parecer oportunismo. O pacote completo inclui uma incapacidade extraordinária para ouvir e debater, e mesmo que o sujeito não admita (na verdade é bem certo que ele negue), é uma incapacidade como cegueira ou surdez, praticamente lhe falta um sentido.
Para citar os dois tipos mais conhecidos de complexo de Deus, recorro a dois filmes. O primeiro caso é The Devil Wears Prada (O Diabo Veste Prada). Neste exemplo a pessoa se acha tão importante, tão dona do mundo, que acredita que por serem todos descartáveis e poderem ser substituídos à qualquer momento, e por todos serem completamente incompetentes, pode lhes tirar a vida privada, fazendo ligações a toda hora e exigindo ser prioridade absoluta, obrigando a executar tarefas que não são de sua alçada. Esse é o tipo de pessoa que se acha no direito de humilhar, de fazer pressão psicológica o tempo todo, dando ordens absurdas e que nunca diz exatamente o que quer e nunca fica satisfeita com o que recebe. Mas o pior caso de Complexo de Deus é o tipo The Godfather (O Poderoso Chefão). Ele mantém seus inimigos muito próximos, dá um beijinho na sua bochecha antes de te arrasar, manda flores no dia seguinte ao seu fracasso, com um cartão dizendo “não foi dessa vez”. Você fica em dúvida o tempo todo, com medo... não sabe se ele te ama ou te odeia. E é isso o que ele busca: manter-se no poder por meio do terror constante.
É triste a vida de quem tem complexo de Deus porque esse cara não tem companhia ou respeito. Ele causa medo e indignação, é ineficaz, porque enquanto Deus de verdade se manifesta em amor, o cara com complexo de Deus age por meio do ódio. No fundo ele odeia a si mesmo (e aos outros por tabela), como se soubesse o quanto desagradável é sua presença e quisesse poupar a todos, mas na verdade ele só é triste e sozinho, inseguro... então veste essa máscara de todo-poderoso e caminha altivo por aí, procurando funcionários, filhos, colegas do clube, da associação de bairro, e transeuntes de qualquer espécie para impor seu desejo, falar de si mesmo e, é claro, infernizar a vida de qualquer cristão.