quinta-feira, 12 de setembro de 2013
Complexo de Electra
O complexo de Electra invoca o mito grego em que Electra planeia a morte da Mãe no
sentido de vingar a morte do Pai. Pela carga de afecto que no mito a personagem tem pelo Pai, a Psicanálise utilizou o termo para as meninas,a fim de contrapor o Complexo de Édipo habitualmente usado para os rapazes.
Esta é uma fase que ocorre em todas as crianças do sexo feminino aproximadamente entre os 3 e os 5 anos. Nesta fase de desenvolvimento a criança começa a autonomizar-se, deixa o estado de dependência absoluta da mãe e começa a competir pela atenção do Pai.
É um fenómeno de construção da sua personalidade que se manifesta através de um comportamento de imitação do modelo mais próximo que é a Mãe, na tentativa simbólica de a destruir e ocupar o seu lugar: brinca com bonecas, pinta-se como a mãe, veste as suas roupas, tudo para conquistar aquilo que mais deseja, o Pai.
É necessário ter presente que esta é também uma componente do desenvolvimento da personalidade das crianças e que os seus primeiros amores são os pais. Sendo que o primeiro amor que a criança experiência é o da mãe, esta tentativa de conquista é vivida com uma tónica e dimensão infantil e não um enredo de adultos.
Longe de ser um problema é uma manifestação natural do desenvolvimento das crianças do sexo feminino. As meninas não vivem apenas o que acontece na realidade mas também o que imaginam e supõem. Por isso o que a criança procura de facto não é a consumação do acto mas sentir-se desejada, sentir que existe.
É aqui que o comportamento dos pais é determinante, cabe-lhes elaborar o que ela vive e ajudá-la a perceber que o desejo de querer ser mulher não implica ter que ser como a mãe, nem a mãe. Ela tem já o seu papel enquanto filha e um dia encontrará o seu príncipe. Não devem ser encorajadas fantasias de namoro com os pais. O Pai deve admirar a filha e mostrar-lhe que um dia terá um namorado só dela. Se a criança se sentir interessante o suficiente no papel de filha senti-lo-á também enquanto mulher.
A sedução nas mulheres ensaia-se com o Pai e pratica-se com o parceiro. Clinicamente pode afirmar-se que um Pai que não se dedica à sua filha a deixa sem armas para o futuro amoroso fora de casa.
Esta é a principal diferença entre o Édipo e Electra. O rapaz continua a amar alguém do sexo oposto e identifica-se ao do mesmo sexo – sou como tu, meu pai, hei-de amar uma mulher como amas a mãe, porque essa já tem dono. A rapariga tem que mudar o objecto de amor, se ela mantiver o mesmo, tentará identificar-se com o pai e a masculinizar-se. Para a rapariga ser mulher, precisará de se identificar com a mãe, rivalizar com ela, terá que perder simbolicamente o amor da mãe, o afecto transmuta-se, no rapaz transfere-se. Assim o pai interfere na construção da identidade sexual mais na menina do que no menino. O rapaz só tem que ser homem como vê o pai ser. A menina tem que perder o primeiro amor com a mãe.
Quando a rapariga não consegue construir uma ideia de si como alguém suficientemente interessante para conquistar uma relação conjugal ou ser segura o suficiente para não se sentir ameaçada na relação com outras mulheres diz-se que o complexo não foi superado.
A falha do complexo de Electra pode ter origem na dinâmica de relação de uma Mãe muito possessiva face ao Pai, em que a criança não consegue ter espaço para se sentir interessante para o pai. No futuro poderá vir a ser uma mulher com uma relação muito competitiva face a outras mulheres.Em contraponto, se a mãe for uma pessoa com uma personalidade extremamente passiva, que faça a criança sentir que nem a mãe capta a atenção do pai, no futuro esta pode vir a ser uma mulher extremamente insegura.
O complexo é superado quando as crianças se apercebem que não reúnem todas as condições para serem perfeitas para o Pai enquanto o seu mundo se alarga e passa a ser construído por elementos exteriores à família. Mais importante do que o olhar do Pai e o modelo da Mãe é a forma como a criança se olha e deseja a si própria.
Estes Complexos (Electra e Édipo) revestem-se de especial importância, uma vez que a forma como são vividos e superados, vão condicionar a emergência de patologias do espectro da neurose tais como a histeria, o narcisismo ou o transtorno obsessivo compulsivo. Daqui se evolui para o sofrimento que é vivido numa fase adulta nas dificuldades das relações interpessoais.
quarta-feira, 21 de agosto de 2013
Complexo de Narciso
Na mitologia grega, Narciso era um dos rapazes mais belos da sua época. Era capaz de despertar desejo em qualquer ser, de qualquer espécie e sexo.
Um belo dia, uma ninfa (uma espécie de deusa grega de escala menor), chamada Eco, passou a desejar desesperadamente o lindo rapaz, que não possuía interesse algum nela. Rejeitada, Eco, então, lançou uma maldição sobre Narciso: o rapaz iria se apaixonar pela sua própria imagem.
Reza a lenda que Narciso passou muito tempo sofrendo com a maldição até que, um dia, em um misto de desejo insaciável por si e de desespero por não poder consumar esse amor, o mais belo dos seres se afogou nas água de um rio, logo após ver a sua imagem pela última vez.
Eu canso de ver gente que se ama. Não estou dizendo que isso seja errado, mas... e quando esse amor cresce demais e acaba se transformando em prepotência? E se o fato de ser muito bom (ou boa) fizer você se sentir superior aos outros?
É... para psicologia e para psiquiatria existe a possibilidade desse amor incondicional por si ser uma verdadeira bomba em sua vida. O Complexo de Narciso, para as duas ciências, é uma patologia. A pessoa não só se julga grandiosa. Ela necessita admiração e aprovação dos outros.
Escrevo isso porque ando um pouco cansado do ar superior dos outros. Vejo muita gente arrotando felicidade por ai, mas tenho certeza que nada disso é verdadeiro. Falam em Deus, falam em amor, falam em perdão e, se você perguntar o que é esse Deus, esse amor e esse perdão, simplesmente não saberão responder.
Pessoas que se julgam tão superiores que acabam afastando quem mais gosta delas. Acabam, mais dia, menos dia, fazendo a mesma coisa que Narciso: afogam-se. Mas não em um rio. Afogam-se nos próprios problemas, no próprio isolamento. Depois perguntam por que nunca dão certo com alguém, por que nunca encontram o cara/garota perfeito/a...
Amar a si é algo essencial. Estou tentando voltar a fazer isso e até que não é tão complicado. Esse amor, porém, nunca deve fazer você se colocar em um outro patamar dentro dos seus relacionamentos.
Você não é maior do que eu, não é maior do que seus pais, não é maior que seus amigos, não é maior do que seus vizinhos. Ao mesmo tempo, não é menor que todos eles. No fim, somos todos um saco de ossos, músculos e gordura. E (olha só que incrível...) todos os animais desse mundo são também.
Antes que você venha com aquela pergunta "Você acha que não devemos nos amar?" já deixo claro que não é isso. Não deixe que esse amor próprio torne o amor dos outros por você algo sem valor. Não é isso que acontece?
Quando você se desilude (e acaba percebendo que é a mesma merda que a pessoa ao seu lado), você não vai buscar nos braços de quem te ama a proteção, o abrigo e (por que não dizer?) o remédio para a sua dor? Nesse momento, quem está por baixo? Então... isso é a vida para mim. Um espaço em que todos são iguais, mas que não é possível ser feliz todos os dias, como também não é um martírio eterno.
Precisamos do máximo de pessoas possível ao nosso lado. Nos momentos de angústia, são elas que vão te dizer "Calma... isso também passa...". Nos momentos de glória, elas te avisarão "Cuidado... isso também passa..."
Um belo dia, uma ninfa (uma espécie de deusa grega de escala menor), chamada Eco, passou a desejar desesperadamente o lindo rapaz, que não possuía interesse algum nela. Rejeitada, Eco, então, lançou uma maldição sobre Narciso: o rapaz iria se apaixonar pela sua própria imagem.
Reza a lenda que Narciso passou muito tempo sofrendo com a maldição até que, um dia, em um misto de desejo insaciável por si e de desespero por não poder consumar esse amor, o mais belo dos seres se afogou nas água de um rio, logo após ver a sua imagem pela última vez.
É... para psicologia e para psiquiatria existe a possibilidade desse amor incondicional por si ser uma verdadeira bomba em sua vida. O Complexo de Narciso, para as duas ciências, é uma patologia. A pessoa não só se julga grandiosa. Ela necessita admiração e aprovação dos outros.
Escrevo isso porque ando um pouco cansado do ar superior dos outros. Vejo muita gente arrotando felicidade por ai, mas tenho certeza que nada disso é verdadeiro. Falam em Deus, falam em amor, falam em perdão e, se você perguntar o que é esse Deus, esse amor e esse perdão, simplesmente não saberão responder.
Pessoas que se julgam tão superiores que acabam afastando quem mais gosta delas. Acabam, mais dia, menos dia, fazendo a mesma coisa que Narciso: afogam-se. Mas não em um rio. Afogam-se nos próprios problemas, no próprio isolamento. Depois perguntam por que nunca dão certo com alguém, por que nunca encontram o cara/garota perfeito/a...
Amar a si é algo essencial. Estou tentando voltar a fazer isso e até que não é tão complicado. Esse amor, porém, nunca deve fazer você se colocar em um outro patamar dentro dos seus relacionamentos.
Você não é maior do que eu, não é maior do que seus pais, não é maior que seus amigos, não é maior do que seus vizinhos. Ao mesmo tempo, não é menor que todos eles. No fim, somos todos um saco de ossos, músculos e gordura. E (olha só que incrível...) todos os animais desse mundo são também.
Antes que você venha com aquela pergunta "Você acha que não devemos nos amar?" já deixo claro que não é isso. Não deixe que esse amor próprio torne o amor dos outros por você algo sem valor. Não é isso que acontece?
Quando você se desilude (e acaba percebendo que é a mesma merda que a pessoa ao seu lado), você não vai buscar nos braços de quem te ama a proteção, o abrigo e (por que não dizer?) o remédio para a sua dor? Nesse momento, quem está por baixo? Então... isso é a vida para mim. Um espaço em que todos são iguais, mas que não é possível ser feliz todos os dias, como também não é um martírio eterno.
Precisamos do máximo de pessoas possível ao nosso lado. Nos momentos de angústia, são elas que vão te dizer "Calma... isso também passa...". Nos momentos de glória, elas te avisarão "Cuidado... isso também passa..."
Complexo de Napoleão
As pessoas adoram as generalizações: imaginar, é uma forma de conhecer a degustação de um grupo gigantesco de pessoas sem ter que tomar o cuidado de conhecê-los individualmente.
Assim, havia muitas pessoas que se consideravam os negros intelectualmente inferiores. Ou as mulheres. Até mesmo celebridades são usadas para reforçar posições ideológicas: se Einstein era muito inteligente, ateu, os ateus são mais inteligentes. E até mesmo para quebrar essas mesmas posições: você é um vegetariano? Bem, assim era Hitler.
Algo semelhante acontece com as pessoas de baixa estatura, embora neste caso a falácia é baseada também em vários mal-entendidos, tanto científicos e históricos.
O chamado "complexo de Napoleão", descreve pessoas de baixa estatura que compensem essa falta mostrando agressivo, ultrajante, egomaníaco, etc. Todos na cabeça as imagens arquetípicas que confirmam esta ideia: Sarkozy, por exemplo. Ou Tom Cruise, quando ele se torna totalmente tarumba entrevista e começa a pular no sofá.
No entanto, não há provas científicas que suportam esta teoria. Não reconhecido oficialmente como um transtorno psiquiátrico, e não parece ocorrer no reino animal, exceto entre os machos do peixe-espada, as lutas começaram menores de 78% do tempo.
Como se isso não bastasse, Napoleão, uma fúria silenciosa ícone e arrogante, não estatura mesmo curto. Esta imagem foi criada em parte pelo britânico caricaturista James Gillray (1757-1815), inspirado Viagens de Gulliver. Na foto, o rei George III Napoleão tem na palma da sua mão, enquanto inspecionava com uma lupa.
Em 1821, ele conduziu uma autópsia de Napoleão Bonaparte e descobriu que sua altura era de 1,69 metros. A altura média dos homens franceses entre 1800 e 1820 foi de 1,64 metros. E o Inglês Médio, 1,68. Assim, Napoleão foi maior do que a média. O grande inimigo de Napoleão, Horatio Nelson, por exemplo, mede apenas 1,62 metros.
O que aconteceu é que Napoleão, depois de ter subido ao poder em 1799, impôs exigência de altura para o exército francês. A Guarda Imperial, um mínimo de 1,78 metros. E os caçadores montados, 1,70. Portanto, a maior parte dos casos, os soldados que rodeadas Napoleão foram significativamente maiores do que ele, de modo que possa dar a impressão de que ele era curto.
Isso não significa que vários estudos sugerem que as pessoas baixas têm mais dificuldade em obter o reconhecimento social, como explicado no Se você é curto, a menor probabilidade de sucesso.
Assim, havia muitas pessoas que se consideravam os negros intelectualmente inferiores. Ou as mulheres. Até mesmo celebridades são usadas para reforçar posições ideológicas: se Einstein era muito inteligente, ateu, os ateus são mais inteligentes. E até mesmo para quebrar essas mesmas posições: você é um vegetariano? Bem, assim era Hitler.
Algo semelhante acontece com as pessoas de baixa estatura, embora neste caso a falácia é baseada também em vários mal-entendidos, tanto científicos e históricos.
O chamado "complexo de Napoleão", descreve pessoas de baixa estatura que compensem essa falta mostrando agressivo, ultrajante, egomaníaco, etc. Todos na cabeça as imagens arquetípicas que confirmam esta ideia: Sarkozy, por exemplo. Ou Tom Cruise, quando ele se torna totalmente tarumba entrevista e começa a pular no sofá.
No entanto, não há provas científicas que suportam esta teoria. Não reconhecido oficialmente como um transtorno psiquiátrico, e não parece ocorrer no reino animal, exceto entre os machos do peixe-espada, as lutas começaram menores de 78% do tempo.
Como se isso não bastasse, Napoleão, uma fúria silenciosa ícone e arrogante, não estatura mesmo curto. Esta imagem foi criada em parte pelo britânico caricaturista James Gillray (1757-1815), inspirado Viagens de Gulliver. Na foto, o rei George III Napoleão tem na palma da sua mão, enquanto inspecionava com uma lupa.
Em 1821, ele conduziu uma autópsia de Napoleão Bonaparte e descobriu que sua altura era de 1,69 metros. A altura média dos homens franceses entre 1800 e 1820 foi de 1,64 metros. E o Inglês Médio, 1,68. Assim, Napoleão foi maior do que a média. O grande inimigo de Napoleão, Horatio Nelson, por exemplo, mede apenas 1,62 metros.
O que aconteceu é que Napoleão, depois de ter subido ao poder em 1799, impôs exigência de altura para o exército francês. A Guarda Imperial, um mínimo de 1,78 metros. E os caçadores montados, 1,70. Portanto, a maior parte dos casos, os soldados que rodeadas Napoleão foram significativamente maiores do que ele, de modo que possa dar a impressão de que ele era curto.
Isso não significa que vários estudos sugerem que as pessoas baixas têm mais dificuldade em obter o reconhecimento social, como explicado no Se você é curto, a menor probabilidade de sucesso.
terça-feira, 6 de agosto de 2013
O que é o complexo de Deus?
Quando alguém diz ter um complexo de deus, normalmente significa que ele ou ela é extremamente arrogante, pode considerar a si mesmo infalível e pode tentar controlar ou manipular outras pessoas. Uma pessoa com complexo de Deus sugere que a pessoa se comporta como se ele ou ela seja um deus. O termo pode ser usado coloquialmente para se referir a pessoas que se comportam como superiores e demonstram pouca empatia e compaixão pelos outros.
Características de uma pessoa com complexo de Deus
Não existe uma definição específica o termo complexo de deus, mas há certas características que são comuns em pessoas com este problema de personalidade. Estas características incluem arrogância, prática de bullying com colegas e até amigos ou manipular os outros, ser crítico e acreditando que ele ou ela nunca está errado.
Alguém com complexo de Deus também pode ser propenso a se irritar quando as coisas não vão sua maneira. Pode ser pobre em comunicação interpessoal e pode não ser receptivo a críticas. Ele ou ela pode também tentar exercer uma grande influência em vários assuntos e saboreia ter poder, autoridade e controle. Muitas pessoas apresentam algumas dessas características em determinadas situações, mesmo que não tenham este problema.
O complexo de Deus é mais comum em algumas profissões
Pessoas em certas profissões são muitas vezes acusadas de ter complexos de Deus. Entre os mais comuns são os médicos, cirurgiões, políticos e gestores. Muitas dessas profissões exigem uma grande quantidade de conhecimento ou habilidade e envolve ter influência ou autoridade sobre outras pessoas.
Apesar das maneiras que as pessoas que tem complexo de Deus se comportam, muitos psicanalistas acreditam que eles realmente tem uma auto estima muito frágil e delicada, desenhando sua auto-estima a partir da aprovação e atenção dos outros. Esta sensibilidade pode ser o que os leva a comportar-se insensivelmente, pois quando se sentem ameaçadas ou marginalizados, podem atacar. Também pode ser difícil para as pessoas reconhecerem que tem complexos de Deus, e eles podem interpretar sugestões de mudanças de comportamento como críticas severas
Complexo de Deus
Quem tem Complexo de Deus acredita ter todas as respostas e que seria ultrajante ouvir qualquer pergunta, que é bom demais para se explicar. Ele não tem opinião, tem certeza, não pede, ordena. Quem tem Complexo de Deus diz “haja luz” e espera em vão que o ambiente se ilumine, mas ao contrário, enegrece tudo com sua arrogância, seu autoritarismo.
Quem tem Complexo de Deus acha que está acima de qualquer lei, acima de qualquer sentimento e dentro dos pensamentos alheios. O sujeito com complexo de Deus acredita ser aquilo em que todos estão pensando, se a terra gira em torno do sol, os humanos tem de girar em torno dele. Ele conta vantagem, faz cortesia com o chapéu alheio, está sempre a procura de humilhar alguém para se sobressair.
O Complexo de Deus não vem apenas com arrogância, mas também com desprezo por qualquer idéia alheia que não possa ser roubada em sigilo, sem parecer oportunismo. O pacote completo inclui uma incapacidade extraordinária para ouvir e debater, e mesmo que o sujeito não admita (na verdade é bem certo que ele negue), é uma incapacidade como cegueira ou surdez, praticamente lhe falta um sentido.
Para citar os dois tipos mais conhecidos de complexo de Deus, recorro a dois filmes. O primeiro caso é The Devil Wears Prada (O Diabo Veste Prada). Neste exemplo a pessoa se acha tão importante, tão dona do mundo, que acredita que por serem todos descartáveis e poderem ser substituídos à qualquer momento, e por todos serem completamente incompetentes, pode lhes tirar a vida privada, fazendo ligações a toda hora e exigindo ser prioridade absoluta, obrigando a executar tarefas que não são de sua alçada. Esse é o tipo de pessoa que se acha no direito de humilhar, de fazer pressão psicológica o tempo todo, dando ordens absurdas e que nunca diz exatamente o que quer e nunca fica satisfeita com o que recebe. Mas o pior caso de Complexo de Deus é o tipo The Godfather (O Poderoso Chefão). Ele mantém seus inimigos muito próximos, dá um beijinho na sua bochecha antes de te arrasar, manda flores no dia seguinte ao seu fracasso, com um cartão dizendo “não foi dessa vez”. Você fica em dúvida o tempo todo, com medo... não sabe se ele te ama ou te odeia. E é isso o que ele busca: manter-se no poder por meio do terror constante.
É triste a vida de quem tem complexo de Deus porque esse cara não tem companhia ou respeito. Ele causa medo e indignação, é ineficaz, porque enquanto Deus de verdade se manifesta em amor, o cara com complexo de Deus age por meio do ódio. No fundo ele odeia a si mesmo (e aos outros por tabela), como se soubesse o quanto desagradável é sua presença e quisesse poupar a todos, mas na verdade ele só é triste e sozinho, inseguro... então veste essa máscara de todo-poderoso e caminha altivo por aí, procurando funcionários, filhos, colegas do clube, da associação de bairro, e transeuntes de qualquer espécie para impor seu desejo, falar de si mesmo e, é claro, infernizar a vida de qualquer cristão.
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